Umas das maravilhas da vida é ter histórias para contar, disso não posso me queixar! De tantas histórias, várias tem o mesmo personagem: José Berto (de batismo), Amaral(apelido). Pedreiro, pintor, negro, incapaz de praticar o mal, pobre, solidário, realista, uma figura!!
Certa dia, estávamos bebendo com mais alguns amigos, como sempre fazíamos, dessa vez na casa de Amaral, casa não, no quarto. Era uma espécie de pensionato, com cerca de 8 quartos, que abrigavam famílias e “solitários” como Amaral. Depois de ingerir muito álcool, Amaral começou a se exaltar, ficou bastante alterado. Ordenou que todos os moradores fechassem suas portas, e repetia sempre “Aqui quem manda é eu. Aqui não tem homem.” Isso durou alguns, até um morador, que também bebia conosco mostrar certa irritação. Pediu que Amaral se acalmasse, tentou algumas vezes enquanto o “bêbado valente” insistia... “Aqui quem manda é eu. Aqui não tem homem.” Não teve jeito, o vizinho tascou um soco no peito de Amaral que caiu de pronto. O vizinho injuriado mandou que ele ficasse de pé e repetisse a ladainha, Amaral não demorou a responder e disse-lhe: “Aqui só tem dois homens, eu e você, Gilson.”
sexta-feira, 16 de março de 2012
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